segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Celebração de Advento
Lembranças...
Os presentes participaram de momentos de alegria, congraçamento, reflexão e comunhão. O convite para a partilha dos sonhos e sentimentos se deu e continua acontecendo:
em nome da vida partilhada e da morte vencida,
em nome da liberdade sonhada e da dor esquecida,
em nome da justiça esperada e da lágrima sofrida,
em nome do amor sem fronteiras e da humanidade redimida,
em nome da esperança anelada e da paz atingida,
em nome da unidade desejada e da dignidade vivida.
O tema proposto para essa celebração foi acolhimento, respeito, tolerância e comunhão.
Na ocasião o Pastor Moisés Coppe trouxe uma reflexão baseada na leitura de textos do Antigo e Novo Testamento. Em suas palavras: "Entre o tempo de nascer e o tempo de morrer (Eclesiastes 3) precisamos fazer novas escolhas. É preciso partilhar novos sonhos e redesenhar novas ações . O natal não pode ser apenas um momento de consumo, onde milhões pessoas são colocadas em segundo plano. O natal precisa se materializar em atos de respeito, tolerância, inclusão e verdadeira comunhão".
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O Conselho Mundial de Igrejas
Conteúdo
- O Conselho Mundial de Igrejas em poucas palavras
- "Para a glória do Deus único..."
- A peregrinação em direção à unidade
- O que significa "ecumênico"?
- Meio século de serviço
- Ao serviço do Reino de Deus em toda a sua riqueza
- O que faz o Conselho Mundial de Igrejas?
- Como está organizado o CMI?
- A responsabilidade cristã num mundo em evolução
- Edificar "uma família humana"
- Levar a carga uns dos outros
- A Igreja una de Cristo
- Mensagem da 8.ª Assembléia Geral
- Programas e administração do CMI
- Celebração do 50.º aniversário do CMI, 19/09/98
Como está organizado o CMI?
A responsabilidade cristã num mundo em evolução
Edificar «uma família humana”
A constituição do Conselho Mundial de Igrejas conclama para que seja promovida "uma família humana que viva em justiça e paz". O CMI acredita que as guerras são contra a vontade de Deus, e por isso empenha-se pela paz e pela justiça. Acredita também no valor e dignidade de cada pessoa humana e combate, portanto, o racismo e o sexismo e promove os direitos humanos.
Pronunciamentos públicos ocasionalmente feitos pelo Conselho Mundial de Igrejas dirigem a atenção das Igrejas e da comunidade internacional a assuntos, eventos e movimentos contemporâneos que, por vezes, são negligenciados. Em outras ocasiões, o CMI aplica a diplomacia discreta para intervir em situações de crise. Quando necessário, o CMI empenha-se em mediar conflitos e reconciliar as partes envolvidas.
Todos os pronunciamentos públicos do CMI e sua mediação têm uma intenção pastoral - de despertar confiança, consolo e esperança, baseados num profundo compromisso com a palavra redentora de Deus.
Levar a carga uns dos outros
A Igreja una de Cristo
- Desejamos intensamente a unidade visível do corpo de Cristo que afirma os dons de todos, jovens e anciãos, mulheres e homens, laicos e ordenados.
- Temos esperança na cura da comunidade humana, a plenitude de toda a criação de Deus.
- Cremos no poder libertador do perdão que transforma a hostilidade em amizade e rompe a espiral da violência.
- Estamos estimulados por uma visão de uma igreja que chega a todos e a cada um, que compartilha, está ao serviço de todos, proclama a boa nova da redenção de Deus e é ao mesmo tempo sinal do reino e serva do mundo.
- Estamos interpelados por uma visão da igreja, povo de Deus que avança pelo caminho, que enfrenta todas as divisões de raça, sexo, idade e cultura e luta pela realização da justiça e da paz assim como pela integridade da criação.
- Caminhamos juntos como povo que tem fé na ressurreição. No meio da exclusão e do desespero, cremos com alegria e esperança na promessa da plenitude de vida.
- Caminhamos juntos como povo em oração. No meio da desorientação e da perda de identidade, discernimos sinais do cumprimento da vontade de Deus e esperamos a vinda do seu Reino.
Programa e administração do CMI
- Secretaria Geral e Instituto Ecuménico Bossey
- Setor de Estudo e Ação:
- Fé e Ordem;
- Missão e Evangelização;
- Justiça, Paz e Criação;
- Educação e Formação Ecumênica.
- Setor de Relações: Relações com as igrejas e a comunidade ecumênica; Relações Regionais e Compartilha Ecumênica; Relações e diálogo inter-religiosos; Relações internacionais; ACT (Action Churches Together) Internacional: escritório de coordenação da ação em casos de urgência, em colaboração com a Federação Luterana Mundial).
- Setor de Comunicação: Informação; Publicações e Documentação.
- Setor de Finanças, Serviços e Administração: Finanças; Mobilização e Controle de Receitas; Recursos Humanos; Serviços Gerais; Serviços Informáticos.
Notas financeiras:
Despesas - Contribuições por regiões
- Relações: 47,69%
- Europa: 82,56%
- Estudo e Ação: 24,17%
- América do Norte: 15,43%
- Finanças, Serviços e Administração: 11,77%
- Ásia: 1,11%
- Comunicação: 8,25%
- Outras Regiões: 0,66%
- Instituto Ecumênico Bossey: 4,56%
- África: 0,15%
- Secretaria Geral: 3,56%
- Pacífico: 0,04%
- América Latina: 0,03%
- Caribe: 0,01%
- Médio Oriente:0,01%
sábado, 26 de novembro de 2011
A diaconia profética é uma importante ferramenta para transformar o mundo
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Marcelo Schneider*
“É preciso manter a perspectiva profética de vigilância e denúncia das situações de violação dos direitos humanos e da natureza, assim como seguir dedicando-se às tarefas teológicas e pastorais de formação de lideranças com os mesmos princípios proféticos e evangélicos”, afirmou, nesta terça-feira, dia 21 de novembro o secretário-geral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Rev. Nilton Giese, durante evento promovido pelo organismo ecumênico em parceria com o Conselho Mundial de Igrejas, em São Leopoldo, Brasil.
O
segundo dia do “Seminário Latino-Americano de Formação em Diaconia”
dedicou-se à reflexão acerca das diferentes dimensões da diaconia e seus
vínculos com os contextos onde se desenvolve o ministério diaconal. Os
participantes tiveram, ainda, a oportunidade de visitar projetos
diaconais na região da grande Porto Alegre.
Primeiro
palestrante do dia, Giese falou sobre a geopolítica do continente,
lembrando que, na América Latina, existe a maior e mais diversa unidade
vital do planeta. “Nossas riquezas naturais nos tornam o único lugar no
mundo que tem a possibilidade de autosustentar-se sem grandes
dificuldades”, ele disse.
No
entanto, o secretário-geral alertou para o fato de que, ainda que haja
tanta diversidade de riquezas culturais e naturais na região, assim como
condições efetivas e até avanços em propostas de integração regional,
as perspectivas geopolíticas da América Latina e do Caribe continuam
delicadas. “Nos mesmos moldes em que se permite a instalação de tropas
militares dos Estados Unidos em território colombiano, os processo
democráticos em outros pontos da América Latina estão sendo
constantemente ameaçados por forças oligárquicas que utilizam,
fundamentalmente, os meios de comunicação”, afirmou.
Diante
desta geopolítica regional, as igrejas e os organismos ecumênicos são
chamados a assumir uma postura profética, afirmando que não é suficiente
que nossas sociedades tenham picos de democracia, mas uma base sólida
na sociedade civil que dê sustentabilidade a esta democracia. Sob este
aspecto, tornou-se importante a abordagem do pastor presbiteriano
colombiano Milton Mejía, que falou sobre incidência pública e política a
partir do conceito de diaconia profética.
Mejía
disse que o papel do ministério diaconal vinculado à incidência também é
o de retroalimentarar os líderes das igrejas com elementos para que
possam opinar publicamente, e em nome da igreja, sobre temas de debate
na sociedade. “Como igreja, podemos oferecer espaços para os cidadãos
implementarem projetos de incidência”, destacou.
Ao
falar sobre “Diaconia, Economia e Sociedade”, o pastor Hector
Fernández, coordenador do Instituto Ecumênico Diaconal Stephen, em El
Salvador, lembrou que é preciso ser profético não somente para fora das
portas da igreja, mas também para dentro. “Somente assim seremos fieis a
uma das maiores contribuições da Reforma, que é o sacerdócio geral de
todas as pessoas que crêem”, assinalou.
Um dos objetivos do seminário é desenvolver um programa de formação para o ministério diaconal e para o trabalho conjunto em torno desta importante tarefa para as igrejas do continente.
Mais sobre o CMI: www.oikoumene.org
Mais sobre o CLAI: www.claiweb.org
* Correspondente de comunicações para América Latina e assessor do moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas.
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| De: http://www.claibrasil.org.br/ |
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
REUNIÃO CELEBRATIVA DO ADVENTO
1) Discussão e estabelecimento de nossa
2) Celebração do Advento
DATA: sábado 10 de dezembro
HORÁRIO: 16h00
LOCAL: Instituto Granbery (Entrada Rua Barão de Santa Helena)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Retorno da Igreja Metodista aos órgãos ecumênicos foi retirado do último Concílio Geral da Igreja Metodista
Comentário:
A institucionalização, a verticalização das igrejas, a manutenção do poder, é contrário ao espírito ecumênico. Igrejas em um mundo não ecumênico só querem arrumar briga e defender o seu lado. Se tornam castelos sem portas e janelas fechadas. A dica, que o fato acima perece esclarecer, vale principalmente para o próprio movimento ecumênico.terça-feira, 12 de outubro de 2010
4ª JORNADA ECUMÊNICA
4ª JORNADA ECUMÊNICA
Ecumenismo, Ecologia, Economia e Vida
"... e vossos jovens terão visões..." Joel 2.28
Desde 1994, quando foi realizada 1ª JORNADA ECUMÊNICA, passando pela 2ª JORNADA, em 2002, grandes transformações continuam ocorrendo no mundo, onde cada vez mais o desrespeito aos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais estão globalizados, caracterizando o aprofundamento do abismo entre ricos e pobres.
Se o símbolo da 2ª Jornada Ecumênica foi laços, o da 3ª JORNADA foi redes. Desde então, essas redes - entre jornadeiros/as, igrejas, organizações e instituições ecumênicas, com movimentos e organizações sociais - vem se estabelecendo, possibilitando um processo de criação, ampliação e fortalecimento do movimento ecumênico no Brasil e demais países da América Latina e Caribe.
O principal desafio da 4ª JORNADA ECUMÊNICA, que tem como tema ECUMENISMO, ECOLOGIA, ECONOMIA E VIDA, será o de construir incidência pública-política (advocacy) para além da família ecumênica congregada na América Latina e Caribe. Ademais, os desafios da justiça climática impõem para a comunidade ecumênica uma atitude coletiva, capaz de demonstrar nossa contribuição, com o empoderamento das populações mais vulnerabilizadas devido a essas questões. A juventude será o eixo transversal das discussões, na afirmação dos Direitos (DHESCA) das populações, nos diferentes contextos e biomas que habitam, em uma jornada com caráter litúrgico celebrativo.
Participantes
Todos os jornadeiros/as e grupos, leigos/as e clérigos/as, com prioridade para as mulheres, as juventudes, os povos tradicionais e todos/as defensores/as de Direitos (DHESCA).
Data e local
11 a 15 de novembro de 2010
Centro de Espiritualidade Inaciana Vila Kostka
Rodovia José Boldrini, 170 - Bairro Itaici
Indaiatuba - São Paulo - Brasil
Série de vídeos Desafios, produzido pelo Programa Egbé Territórios Negros, e dois vídeos produzidos pelo Programa Saúde e Direitos, que tratam da temática Aids e Igrejas. Os dois programas são desenvolvidos por KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço.
sábado, 9 de outubro de 2010
ANTECIPAÇÃO DA REUNIÃO DO GRUPO ECUMÊNICO
Saudações Ecumênicas!
Gostaríamos de reafirmar que por motivo de força maior, semana de recesso em função da semana do professor no Granbery, nossa reunião prevista e marcada para o dia 16 de OUTUBRO de 2010 (3º Sábado do mês), ESTÁ SENDO ANTECIPADA PARA O DIA 09 DE OUTUBRO DE 2010 ( Este 2º Sábado do mês).
Aguardamos todos então NA NOVA DATA: Sábado, 09 DE OUTUBRO, 16h00
Quando : Sábado, 09 DE OUTUBRO, 16h00
Onde: Granbery - Entrada pela Rua Barão de Santa Helena, 300
Rogério Ferreira do Nascimento
Zwinglio Mota Dias
Messias Valverde
Juliana Guedes
participe de nosso grupo de discussão http://groups.google.com.br/group/grupo-ecumenico-jf
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mais de 70 mil pessoas participaram neste domingo de uma caminhada na praia de Copacabana, em defesa da liberdade religiosa

Mais de 70 mil pessoas participaram neste domingo de uma caminhada na praia de Copacabana, em defesa da liberdade religiosa, segundo a Polícia Militar. Ao som de grupos como Olodum, seis trios elétricos animaram a manifestação, que reuniu praticantes de várias religiões.
Esta foi a terceira edição da caminhada, organizada pela Ccir (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio). De acordo com o interlocutor da instituição, Ivanir dos Santos, o grande destaque foi o aumento da participação de católicos e anglicanos no evento.
O bispo da Igreja Anglicana Celso Franco de Oliveira disse que o número de manifestantes dessa corrente no evento ainda é pequeno diante da quantidade de fiéis no Rio, mas, mesmo assim, participação tem crescido a cada ano.
Praticantes de wicca, hare krishnas, mulçumanos e ciganos também marcaram presença na caminhada, mas predominaram as religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. Segundo Ivanir dos Santos, eles são as principais vítimas da intolerância.
"Não podemos deixar os setores intolerantes crescerem. Há mais de 30 anos, eles perseguem a umbanda e o candomblé. Se crescerem, não tenho dúvidas, chegarão a outros setores da população brasileira. Estamos defendendo a democracia", afirmou.
Além de pedir o fim de atitudes "proselitistas", de maneira geral de grupos cristãos, os praticantes de umbanda da Tenda Espírita Cabloco Arranca-Toco, da Ilha do Governador, disseram que a manifestação é uma oportunidade de confraternização.
"Na nossa região, tem várias igrejas e ninguém tem problema com ninguém", afirmou o representante Antônio Manuel de Oliveira "Nossa dádiva é unir, conviver, porque Deus é um só, viemos aqui defender essa ideia."
Fonte: eBand
sábado, 18 de setembro de 2010
Caminhando a gente se entende - amanhã em Copacabana
Fonte: eutenhofe
Cerca de 150 mil pessoas são esperadas na orla de Copacabana no dia 19, domingo. Vejam dicas de segurança no site.
Segundo Ricardo Rubim, Coordenador de Comunicação da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), umbandistas, católicos, espíritas, evangélicos, judeus, muçulmanos, ciganos, wiccanos, hare krishnas e candomblecistas estarão reunidos pela fé, no dia 19 de setembro (domingo), às 11h, no Posto Seis, Copacabana (RJ), para a III Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. O evento, organizado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), pretende colocar mais de 150 mil religiosos. A cada ano, aumenta o número de público. Em 2009, segundo informações do 19º BPM, 80 mil pessoas participaram. Número quatro vezes maior que o da Primeira Caminhada.
Vários estados estão se mobilizando com caravanas coloridas, crianças, jovens e idosos. São brasileiros dos quatro cantos do país. Será um encontro da família brasileira. De cidadãos que veem na luta contra o preconceito a mola mestra para uma sociedade mais justa. Para os participantes não existe crença melhor ou pior, superior ou inferior. Mas todos comungam com a ideia de que cada um tem o direito de exercer sua fé, com garantia de um estado laico.
A CCIR organiza todo o evento com trabalho voluntário. São cidadãos que dedicam parte do seu dia para luta pela liberdade religiosa. De acordo com o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, babalawo Ivanir dos Santos, "o que nos move é a fé no Criador e o respeito aos nossos ancestrais". O sacerdote ressalta que será uma festa da democracia e da liberdade de expressão e pensamento.
Fonte: Koinomia
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Campanha nacional pelo limite da terra no Brasil
Começa hoje, 01 de setembro de 2010, e vai até o dia 07 de setembro o ato público contra o latifúndio no Brasil.
Assine o abaixo assinado para acabar com o latifúndio no Brasil.
Entenda melhor a proposta.
Ouça spot da campanha
Conheça os limites
Cartilha
Tire suas dúvidas
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Inscrições abertas para a 4ª Jornada Ecumênica
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A Conferência de Edimburgo’2010 e novos desafios da Missão
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Por que persiste a Igreja-poder?
Vou abordar um tema incômodo, mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: "só porque é divina". Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria a hierodulia (sagrado serviço) e não a hierarquia (sagrado poder). Mas esta se impôs através dos tempos.
Instituições autoritárias possuem uma mesma lógica de autoreprodução. Não é diferente com a Igreja-instituição. Em primeiro lugar, ela se julga a única verdadeira e tira o título de "igreja" a todas as demais. Em seguida cria-se um rigoroso enquadramento: um pensamento único, uma única dogmática, um único catecismo, um único direito canônico, uma única forma de liturgia. Não se tolera a crítica nem a criatividade, vistas como negação ou denunciadas como criadoras de uma Igreja paralela ou de um outro magistério.
Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos. Facilmente o questionador é marginalizado, nega-se-lhe o direito de pregar, de escrever e de atuar na comunidade. O então Card. Joseph Ratzinger, Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, em seu mandato, puniu mais de cem teólogos. Nesta mesma lógica, pecados e crimes dos sacerdotes pedófilos ou outros delitos, como os financeiros, são mantidos ocultos para não prejudicar o bom nome da Igreja, sem o menor sentido de justiça para com as vítimas inocentes.
Em terceiro lugar, mitificam-se e quase idolatram-se as autoridades eclesiásticas principalmente o Papa que é o "doce Cristo na Terra". Penso eu lá com meus botões: que doce Cristo representava o Papa Sérgio (904), assassino de seus dois predecessores ou o Papa João XII (955), eleito com a idade de 20 anos, adúltero e morto pelo marido traído ou, pior, o Papa Bento IX (1033), eleito com 15 anos de idade, um dos mais criminosos e indignos da história do papado, chegando a vender a dignidade papal por 1000 liras de prata?
Em quarto lugar, canonizam-se figuras cujas virtudes se enquadram no sistema, como a obediência cega, a contínua exaltação das autoridades e o "sentir com a Igreja (hierarquia)", bem no estilo fascista segundo o qual "o chefe (o ducce, o Führer) sempre tem razão".
Em quinto lugar, há pessoas e cristãos com natureza autoritária, que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações. Estes secundam esse tipo de Igreja bem como regimes políticos autoritários e ditatoriais. Aliás, há uma estreita afinidade entre os regimes ditatoriais e a Igreja-poder como se viu com os ditadores Franco, Salazar, Mussolini, Pinochet e outros. Padres conservadores são facilmente feitos bispos e bispos fidelíssimos a Roma são promovidos, fomentando a subserviência. Esse bloco histórico-social-religioso se cristalizou e garantiu a continuidade a este tipo de Igreja.
Em sexto lugar, a Igreja-poder sabe do valor dos ritos e símbolos pois reforçam identidades conservadoras, pouco zelando por seus conteúdos, contanto que sejam mantidos inalteráveis e estritamente observados.
Em razão desta rigidez dogmática e canônica, a Igreja-instituição não é vivida como lar espiritual. Muitos emigram. Dizem sim ao cristianismo e não à Igreja-poder com a qual não se identificam. Dão-se conta das distorções feitas à herança de Jesus que pregou a liberdade e exaltou o amor incondicional.
Não obstante estas patologias, possuímos figuras como o Papa João XXIII, Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Luiz Flávio Cappio e outros que não reproduzem o estilo autoritário, nem apresentam-se como autoridades eclesiásticas mas como pastores no meio do Povo de Deus. Apesar destas contradições, há um mérito que importa reconhecer: esse tipo autoritário de Igreja nunca deixou de nos legar os evangelhos, mesmo negando-os na prática, e assim permitindo-nos o acesso à mensagem revolucionária do Nazareno. Ela prega a libertação mas geralmente são outros que libertam.
* Teólogo, filósofo e escritor
Fonte: Adital
domingo, 1 de agosto de 2010
Chegou a hora das pessoas religiosas se levantarem contra as religiões.
Todos certamente nos lembramos da famosa frase de Nietzsche sobre a morte de Deus. E também sua cláusula: Deus seguirá projetando sua sombra em nosso mundo durante muito tempo. O que aconteceria se aplicássemos a frase de Nietzsche também, e sobretudo, às religiões? Em muitos sentidos, é verdade que, em grande parte do mundo contemporâneo, a religião como tal está morta, mas ainda projeta suas sombras em numerosos aspectos da nossa vida privada e coletiva.
Na verdade, deixemos claro que o Deus cuja morte Nietzsche anunciou não é necessariamente o Deus em que muitos de nós seguimos crendo. Eu me considero cristão, mas estou convicto de que o Deus que estava morto em Nietzsche não era o Deus de Jesus. Inclusive acredito que, precisamente graças a Jesus, sou ateu. O Deus que morreu, como diz o próprio Nietzsche em algum lugar de sua obra quando o chama de "Deus moral", é o primeiro princípio da metafísica clássica, a entidade suprema que se supõe ser a causa do universo material e que requer essa disciplina especial chamada teodicéia, uma série de argumentos que tratam de justificar a existência desse Deus ou dessa Deusa frente aos males que vemos constantemente no mundo.
A tese que quero apresentar aqui é que as religiões estão mortas e merecem estar mortas, tal como Nietzsche fala da morte de Deus. Não estão mortas só as religiões morais, no sentido mais óbvio da palavra: dentro da sociedade cristã e católica da Europa, é fácil ver que são muito poucos os que observam os mandamentos da moral cristã oficial. O que está morto, em um sentido mais profundo, são as religiões "morais" como garantia da ordem racional do mundo.
A institucionalização das crenças, que deu origem às Igrejas, incluiu (não sei se só na prática ou como fator necessário) uma reivindicação do poder histórico, no sentido de que era quase natural e necessário que uma religião moral se convertesse em uma instituição temporal poderosa. É o que parece ter ocorrido com o catolicismo, mas se podem ver muitos outros fenômenos semelhantes na história de outras religiões. Inclusive o budismo gerou um Estado, o Tibet dos lamas, que agora luta para sobreviver frente à China.
Em todas as partes – por exemplo no hinduísmo –, o mesmo fato de que existia uma diferença entre clérigos e leigos faz com que a religião se converta em uma instituição, cujo objetivo principal é sempre a sua própria sobrevivência. Mencionarei novamente o exemplo da Igreja católica: se não tivesse sobrevivido ao longo dos tempos, eu não teria podido receber o Evangelho, a boa nova da salvação. Uma vez mais: como no caso da morte de Deus de Nietzsche, a morte das religiões institucionalizadas não significa que tenham legitimidade. Simplesmente, chega um momento em que já não são necessárias. E esse momento é a nossa época, porque, como se pode ver em muitos aspectos da vida atual, as religiões já não contribuem com uma existência humana pacífica nem representam um meio de salvação. A religião é um poderoso fator de conflito em momentos de intercâmbio intenso entre mundos culturais diferentes. Pelo menos, é isso que ocorre hoje: na Itália, por exemplo, existe um problema com a construção de mesquitas, porque a população muçulmana aumentou de forma espetacular. A hegemonia tradicional da Igreja católica está em perigo, mas os católicos não se sentem ameaçados em absoluto por essa situação, só os bispos e o Papa.
A Igreja afirma que defende seu poder (e os aspectos econômicos dele) para preservar sua capacidade de pregar o Evangelho. Sim, mas, como entre tantas instituições, a razão suprema de sua existência fica muitas vezes esquecida em troca da mera continuidade do status quo. O que quero dizer é que, no mundo atual, sobretudo no Ocidente industrial, a religião como instituição se converteu em um fator de conflito e um obstáculo para a "salvação", seja isso que for. Quero destacar que falo da morte das religiões no mesmo sentido em que aceito o anúncio de Nietzsche sobre a morte de Deus. A religião que está morta é a religião-instituição, que contribuiu enormemente com o desenvolvimento da civilização, mas que, no fim, se converteu em um obstáculo.
Falar da morte das religiões em um sentido relacionado com o anúncio da morte de Deus de Nietzsche não significa, desde então, que a religião nunca tenha tido sentido para a humanidade. Nem sequer se pode dizer que a frase de Nietzsche significa que Deus não existe. Essa seria de novo uma afirmação metafísica, que Nietzsche não queria pronunciar, por sua recusa geral a qualquer metafísica "descritiva". A luta contra a sobrevivência das religiões da qual falo tem pouco a ver com a negação racionalista de todo significado dos sentimentos religiosos. Inclusive se leva muito a sério esse ressurgimento da necessidade de uma relação com a transcendência que caracteriza numerosos aspectos da cultura atual. Citarei novamente Nietzsche, que diz que Deus está morto, e agora queremos que existam muitos Deuses.
Enquanto as religiões seguem querendo ser instituições temporais poderosas, são um obstáculo para a paz e para o desenvolvimento de uma atitude genuinamente religiosa: pensemos em quantas pessoas estão abandonando a Igreja católica pelo escândalo que representam as pretensões do Papa e dos bispos de imiscuir-se nas leis civis na Itália. Os âmbitos da ética familiar e da bioética são os mais polêmicos. Nos Estados Unidos, o recente anúncio do presidente Obama sobre sua intenção de eliminar as restrições à liberdade das mulheres para abortar suscitou uma ampla oposição por parte dos bispos católicos. A oposição a qualquer forma de liberdade de eleição em tudo o que se refere à família, à sexualidade e à bioética é contínua e intensa, sobretudo em países como a Itália e a Espanha. Tenhamos em conta que a Igreja se opõe a leis que não obrigam, mas só permitem a decisão pessoal nesses assuntos. Deveríamos nos perguntas de que lado está a civilização.
Há pouco tempo, o Papa repetiu sua idéia constante de que a verdade não é negociável. Esse "fundamentalismo" é só característico do catolicismo ou de todo o cristianismo? Aqueles que falam de civilizações têm a responsabilidade de levar em conta essa condição concreta. Não têm mais sentido os frequentes diálogos inter-religiosos que se celebram em qualquer parte do mundo, nos quais os interlocutores costumam ser "dirigentes" das diferentes confissões. Dialogam para não mudar nada. Não é mais do que uma forma de confirmar novamente a sua autoridade em seus respectivos grupos. Acaso surge desses frequentes encontros algo útil para a paz e a mútua compreensão dos povos? Enquanto não se elimine o aspecto autoritário e de poder das religiões, será impossível avançar rumo ao mútuo entendimento entre as diversas culturas do mundo.
Essa conclusão pode parecer um grande paradoxo, dado que, em geral, se considerou que a religião era um meio de educar a humanidade à caridade, à piedade e à compreensão. Em muitos sentidos, a compaixão parece ser a base fundamental de toda experiência religiosa. E é verdade, seja do ponto de vista do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do islã ou do judaísmo. Até aqui, nada a objetar.
Mas é justamente por isso que devemos reconhecer que chegou a hora de que as pessoas religiosas se levantem contra as religiões. E que afirmem taxativamente que a era da religião-instituição terminou, e sua sobrevivência só se deve aos esforços das hierarquias religiosas em conservar seu poder e seus privilégios.
O fato de que essa tese parece se inspirar, em grande parte, na experiência cristã (e católica) européia, não limita sua validade para outras culturas. Seguramente, o veneno do universalismo se espalhou pelo mundo graças aos conquistadores europeus, que são responsáveis pela estrita associação entre conversão (ao cristianismo. Lembre-se o "compelle intrare" de Santo Agostinho) e imperialismo. Agora é o mundo latino o que deve romper essa associação e separar a salvação de qualquer pretensão de crença e disciplina universal como condição para alcançá-la. Não é uma tarefa fácil.
Fonte: (El País e Unisinos)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Metodistas fazem abaixo-assinado contra posição anti-ecumênica
Diz o documento que: "Pelo exposto, confessamos que nossa incapacidade de obedecer à decisão do 18º CG, não decorre de indisciplina ou insubmissão, mas da liberdade à qual somos chamados e que em Cristo nos foi outorgada. Ela nos constrange a declarar que "Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos" (Da Liberdade Cristã, Martinho Lutero). Assim sendo, pedimos que "mantenhamos, entre nós, laços de paz, para conservar a unidade do Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação nossa nos chamou a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos e está presente em todos" (Ef. 4.3-6).
Os abaixo assinados representam somente uma parte dos Metodistas Confessantes. Muitos pastores e pastoras não o assinam devido à possibilidades de represálias que têm ocorrido em algumas de nossas regiões eclesiásticas."
O abaixo-assinado pode ser encontrado clicando aqui.
Para ler mais o que diz os metodistas clique aqui.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
FUNDAMENTALISMO: O delírio dos amedrontados (Anotações socio-teológicas sobre uma atitude religiosa)
““... os homens insistem com maior veemência sobre suas certezas quando sua segurança a respeito delas foi abalada. A ortodoxia exacerbada é um método para ocultar a dúvida.” (Reinhold Niebuhr)
Introdução
Mas esta dimensão institucional-religiosa está longe de esgotar o conjunto de proposições que caracterizam a mentalidade fundamentalista. Como destacam Pace/Stefani: “A idéia de defesa e de afirmação da verdade absoluta, contida num livro sagrado, alimenta a visão apocalíptica do combate final entre o bem e o mal, interpretando uma necessidade social emergente entre os indivíduos: o medo de perder as próprias raízes, de perder a identidade coletiva. O mal assume diferentes máscaras: o pluralismo democrático, o secularismo, o comunismo, o ocidente capitalista, o Estado moderno eticamente neutro e por aí adiante.” Ou seja,” a utopia religiosa, deste modo, vem a ser conjugada com a vontade de espiritualizar a política, de lhe dar uma alma, num esforço de contraste contra o fracasso das utopias políticas modernas, desde o comunismo até ao liberalismo. ” 1
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Celebrando a Caminhada : Grupo Ecumênico de Juiz de Fora faz sua celebração eucarística

O 2º Encontro do Grupo Ecumênico de Juiz de Fora ocorreu no último dia 17 de abril e foi marcado por muito companheirismo, calor humano, reflexão e celebração. Este foi o segundo momento do ano em que o grupo se reuniu para refletir sobre a religiosidade contemporânea e sua situação na cidade de Juiz de Fora. Como pausa estratégica e necessária na caminhada, foi também um momento de celebração da vida e da comunhão entre os amigos e irmãos.
A pauta organizada em torno de um celebração multireligiosa, teve como um dos pontos de destaque a palestra da professora Dra. Elienai Castellano sobre o dinamismo do campo pentecostal na cidade de Juiz de Fora.
Enraizada na experiência eucarística (Eucaristia do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "ação de graças") a celebração lembrou mais uma vez que a ressurreição de Cristo é a vitória da vida sobre as forças da morte e que mesmo em tempos difíceis, a esperança deve ser a força motriz dos filhos de Deus.quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Semana de oração pela unidade dos cristãos 2010
Somente estavam presentes aquelas sociedades missionárias que trabalhavam para anunciar o evangelho em novos territórios onde Cristo ainda não era conhecido. Assim, as sociedades que trabalhavam na América Latina ou no Oriente Médio, onde já estavam a Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas, não foram convidadas. Em 1910 o panorama religioso escocês estava começando a se diversificar e as Igrejas Católica e Episcopal mais uma vez desempenharam um papel importante. Edimburgo foi escolhida como local desse encontro por causa de sua vitalidade intelectual e cultural. A reputação de seus teólogos e líderes eclesiais também influenciou a escolha. As Igrejas protestantes escocesas eram também especialmente ativas na missão e tinham fama de prestar atenção às culturas locais.
As igrejas cristãs na Escócia hojeReconhecendo esse importante marco na história do movimento ecumênico, era natural queos promotores da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – a Comissão Fé e Ordem e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos – convidassem as Igrejas escocesas para preparar a Semana de Oração de 2010 , ao mesmo tempo em que elas estão envolvidas nos preparativos para celebrar o aniversário da Conferência de 1910 , que terá como tema “Testemunhar Cristo Hoje”.
Em resposta, essas Igrejas sugeriram como lema “Vós sois as testemunhas disso” (Lucas 24,48) O tema bíblico: “Vós sois as testemunhas disso” No movimento ecumênico temos frequentemente meditado sobre o discurso final de Jesus antes da sua morte. Nesse testamento final a importância da unidade dos discípulos de Cristo é enfatizada: “Que todos sejam um... para que o mundo creia” (João 17,21) Este ano as Igrejas da Escócia fizeram a escolha original de nos convidar a escutar o discurso final de Cristo antes da sua Ascensão: “É como foi escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia, e em seu nome se pregará a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém. E vós sois as testemunhas disso.” (Lucas 24,46-48). É sobre essas palavras finais de Cristo que refletiremos a cada dia.
Durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2010, somos também convidados a percorrer todo o capítulo 24 do evangelho de Lucas. Tanto as mulheres assustadas diante do túmulo, como os dois desanimados discípulos no caminho de Emaús ou os onze discípulos dominados por dúvida e medo, todos os que juntos encontram o Cristo Ressuscitado são enviados em missão: “E vois sois as testemunhas disso”.
Essa missão da Igreja é dada por Cristo e não pode ser posse particular de ninguém. É a comunidade dos que foram reconciliados com Deus e em Deus e podem testemunhar a verdade do poder da salvação em Jesus Cristo. Percebemos que Maria Madalena, Pedro ou os dois discípulos de Emaús não vão testemunhar do mesmo jeito. Ainda assim, será a vitória de Jesus sobre a morte que todos colocarão no coração de seu testemunho.O encontro pessoal com o Ressuscitado mudou radicalmente suas vidas e, na originalidade de cada um, uma coisa se torna imperativa: “Vós sois as testemunhas disso.” Sua história vai acentuar aspectos diferentes, às vezes podem ocorrer entre eles discordâncias sobre o que a fidelidade a Cristo exige, mas ainda assim todos irão trabalhar para anunciar a Boa Nova.
Os oito diasDurante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2010, vamos refletir a cada dia sobre o capítulo 24 do evangelho de Lucas, olhando as perguntas que ele nos apresenta: perguntas de Jesus aos discípulos; perguntas que os discípulos fazem a Jesus. Cada um desses questionamentos nos possibilitará destacar um modo particular de testemunhar o Ressuscitado. Cada um deles nos convida a pensar sobre nossa situação de divisão eclesial e sobre como, concretamente, podemos remediar isso. Já somos testemunhas e precisamos nos tornar testemunhas melhores. Como?
- louvando Aquele que nos dá o dom da vida e a ressurreição (dia 1)
- sabendo partilhar com outros a história de nossa fé (dia 2)
- reconhecendo que Deus age em nossas vidas (dia 3)
- dando graças pela fé que temos recebido (dia 4)
- confessando a vitória de Cristo sobre todo sofrimento (dia 5)
- buscando sempre ser mais fiéis à Palavra de Deus (dia 6)
- crescendo na fé, na esperança e na caridade (dia 7)
- oferecendo hospitalidade e sabendo recebê-la quando nos é oferecida (dia 8)
Não seria bem mais fiel o nosso testemunho do evangelho em cada um desses aspectos se testemunhássemos juntos?
Edimburgo 2010O mundo mudou bastante desde 1910 e mais uma vez a missão deve ser pensada de modo renovado. Diante da secularização e da descristianização, dos novos meios de comunicação, das relações interconfessionais, do diálogo interreligioso, há muitos temas a serem discutidos. Todos podem concordar quanto à necessidade de os discípulos de Cristo darem testemunho, mas ainda é difícil chegar a uma compreensão comum do que a missão precisa ser hoje. Dentro de cada Igreja individualmente não faltam reflexões e debates. Tudo isso não poderia trazer mais benefícios se envolvesse todas as Igrejas numa reflexão conjunta? 1910- 2010: Os cristãos trazem no coração um senso de urgência bem semelhante: para nossa humanidade ferida pela divisão, o evangelho não é um luxo supérfluo; o evangelho não pode ser proclamado por vozes discordantes.
Em Cristo, os que se encontram cheios de ódio podem encontrar o caminho da reconciliação. Em Cristo, aqueles que se dividem por qualquer coisa podem encontrar a alegria de viver como irmãos e irmãs... Vós sois as testemunhas disso.
A busca da unidade ao longo de todo o ano
No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo e tinham, portanto, um significado simbólico. No hemisfério sul, em que janeiro é tempo de férias, as Igrejas geralmente preferem outras datas para celebrar a Semana de Oração como, por exemplo, ao redor de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos vocês a compreender o material aqui apresentado como um convite para achar oportunidades ao longo de todo o ano para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já tenham atingido e para orar juntos por aquela unidade plena que é desejo de Cristo. 
















