Através de um abaixo-assinado metodistas ecumênicos fazem movimento para mudar decisão de concílio e confessam que nem todos os pastores e pastoras podem assiná-lo devido a represálias que tem ocorrido em algumas regiões eclesiasticas.
Diz o documento que: "Pelo exposto, confessamos que nossa incapacidade de obedecer à decisão do 18º CG, não decorre de indisciplina ou insubmissão, mas da liberdade à qual somos chamados e que em Cristo nos foi outorgada. Ela nos constrange a declarar que "Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos" (Da Liberdade Cristã, Martinho Lutero). Assim sendo, pedimos que "mantenhamos, entre nós, laços de paz, para conservar a unidade do Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação nossa nos chamou a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos e está presente em todos" (Ef. 4.3-6).
Os abaixo assinados representam somente uma parte dos Metodistas Confessantes. Muitos pastores e pastoras não o assinam devido à possibilidades de represálias que têm ocorrido em algumas de nossas regiões eclesiásticas."
O abaixo-assinado pode ser encontrado clicando aqui.
Para ler mais o que diz os metodistas clique aqui.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
FUNDAMENTALISMO: O delírio dos amedrontados (Anotações socio-teológicas sobre uma atitude religiosa)
““... os homens insistem com maior veemência sobre suas certezas quando sua segurança a respeito delas foi abalada. A ortodoxia exacerbada é um método para ocultar a dúvida.” (Reinhold Niebuhr)
Introdução
A presente reflexão tem por escopo apresentar algumas considerações a respeito de uma atitude religiosa, oriunda e vigente, há cerca de um século, no amplo espectro do Protestantismo que, nas últimas décadas, extrapolou, semanticamente, esta fronteira teológica, para identificar comportamentos semelhantes também no espaço da eclesialidade católico-romana e ortodoxa, assim como em outros universos religiosos como o Islamismo, o Judaísmo, o Hinduismo e o Sikhismo.
Mas esta dimensão institucional-religiosa está longe de esgotar o conjunto de proposições que caracterizam a mentalidade fundamentalista. Como destacam Pace/Stefani: “A idéia de defesa e de afirmação da verdade absoluta, contida num livro sagrado, alimenta a visão apocalíptica do combate final entre o bem e o mal, interpretando uma necessidade social emergente entre os indivíduos: o medo de perder as próprias raízes, de perder a identidade coletiva. O mal assume diferentes máscaras: o pluralismo democrático, o secularismo, o comunismo, o ocidente capitalista, o Estado moderno eticamente neutro e por aí adiante.” Ou seja,” a utopia religiosa, deste modo, vem a ser conjugada com a vontade de espiritualizar a política, de lhe dar uma alma, num esforço de contraste contra o fracasso das utopias políticas modernas, desde o comunismo até ao liberalismo. ” 1
Mas esta dimensão institucional-religiosa está longe de esgotar o conjunto de proposições que caracterizam a mentalidade fundamentalista. Como destacam Pace/Stefani: “A idéia de defesa e de afirmação da verdade absoluta, contida num livro sagrado, alimenta a visão apocalíptica do combate final entre o bem e o mal, interpretando uma necessidade social emergente entre os indivíduos: o medo de perder as próprias raízes, de perder a identidade coletiva. O mal assume diferentes máscaras: o pluralismo democrático, o secularismo, o comunismo, o ocidente capitalista, o Estado moderno eticamente neutro e por aí adiante.” Ou seja,” a utopia religiosa, deste modo, vem a ser conjugada com a vontade de espiritualizar a política, de lhe dar uma alma, num esforço de contraste contra o fracasso das utopias políticas modernas, desde o comunismo até ao liberalismo. ” 1
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
Celebrando a Caminhada : Grupo Ecumênico de Juiz de Fora faz sua celebração eucarística

O 2º Encontro do Grupo Ecumênico de Juiz de Fora ocorreu no último dia 17 de abril e foi marcado por muito companheirismo, calor humano, reflexão e celebração. Este foi o segundo momento do ano em que o grupo se reuniu para refletir sobre a religiosidade contemporânea e sua situação na cidade de Juiz de Fora. Como pausa estratégica e necessária na caminhada, foi também um momento de celebração da vida e da comunhão entre os amigos e irmãos.
A pauta organizada em torno de um celebração multireligiosa, teve como um dos pontos de destaque a palestra da professora Dra. Elienai Castellano sobre o dinamismo do campo pentecostal na cidade de Juiz de Fora.
Enraizada na experiência eucarística (Eucaristia do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "ação de graças") a celebração lembrou mais uma vez que a ressurreição de Cristo é a vitória da vida sobre as forças da morte e que mesmo em tempos difíceis, a esperança deve ser a força motriz dos filhos de Deus.
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